Quer acabar com uma festa? Quer detonar a alegria da rapaziada em alguma roda de amigos, naquele domingão de sol repleto de gente bêbada comendo bolinha de amendoim? Quer espantar aquela delícia que você quer comer desesperadamente?
Chapa, basta colocar no seu ipod ou o que for algum ÁLBUM AO VIVO.
Tá, já escrevi sobre isso no passado, porém foda-se, ando sem assunto mesmo.
Álbuns ao vivo são constrangedores.
NADA é tão chato como aquele barulhinho de palmas ao fundo, aqueles ruídos sem nexo, aqueles pout-pourri, aquela inserção de outra canção no meio de outra, enfim, aquela babaquice toda que cerca um “registro do artista em seu melhor momento, ou seja, no palco”.
Não, não e não. Eu simplesmente me recuso a aceitar.
Álbuns ao vivo são chatos porque são. Show só é bom para quem assiste e no momento em que ocorre. Você tem que estar na gig, tem que sentir o clima, tem que estar suado, tem que estar bêbado, tem que cheirar a fumaça de cigarro (bem, quando fumar não era um crime mortal).
Shows são momentos únicos de diversão e alegria. É o momento mágico no qual você não quer saber se o guitar errou uma nota, se o baterista esfolou o dedo, se o vocal esqueceu a letra. Você simplesmente quer estar lá, curtir o ambiente e se divertir pacaraio. Você quer, basicamente, ver aqueles caras que você tanto admiram tocando na sua frente.
Daí que vem a indústria e lança álbuns ao vivo, tão cheios de retoques e correções e sons de aplausos fajutos que você simplesmente fica tão brochado que a magia toda vira apenas música de elevador.
E quer saber? É atemporal. Completamente. A maior definição sobre eles não é minha (e tampouco sobre eles).
Quando ouço COCTEAU TWINS, SEMPRE, mas eu digo SEMPRE, lembro de uma frase do poeta JOÃO GORDO sobre a banda paulista Violeta de Outono.
João escreveu no encarte do primeiro single dos caras, lançado no distante ano de 1986, que o som dos caras o fazia sentir “bêbado em um bosque de neblina”.
Ok. É exatamente isto.
“Bêbado num bosque de neblina”.
Cocteau Twins, a banda.
Ouçam e aproveitem.
Delicioso.
senha/password: lagrimapsicodelica 1982 – Garlands: download 1983 - Head Over Heals: download 1984 – Treasure: download 1985 - The Pink Opaque: download 1986 – Victorialand: download 1988 - Blue Bell Knoll: download 1990 - Heaven or Las Vegas: download 1993 - Four Calendar Café: download 1996 - Milk & Kisses: download 1999 - BBC Sessions: download 2000 - Stars and Topsoil (1982-1990): download
AH, CLARO, e todos os álbuns são daqui, o sensacional blog REVOLUTION ROCK
Gravadora de Madonna vai lançar álbum de Jesus Luz
Jesus Luz é o novo superstar da gravadora de Madonna. Ele fechou contrato recentemente com a Maverick. O modelo já está preparando seu primeiro álbum como Dj e produtor de música eletrônica que deve sair ainda esse ano.
No começo de janeiro, durante a sua passagem por São Paulo, nas duas festas que tocou - tanto no Lions Club como no Royal -, ele aproveitou para tocar a sua música de trabalho com levada de house progressivo e vocais
Aí chega a bonitinha revista Rolling Stone e resolve publicar sua lista dos melhores(???) do ano que se foi.
Vejam lá.
Melhores músicas
1 - "My Favorite Way" - Black Drawing Chalks 2 - "Cangote" - Céu 3 - "Cover" - Erasmo Carlos 4 - "O Tempo" - Móveis Coloniais de Acaju 5 - "Me Adora" - Pitty 7 - "O Nada" - Cidadão Instigado 8 - "Só Isso" - Emicida 9 - "Assinado Eu" - Tiê 10 - "Bee On the Grass" - Mallu Magalhães
Melhores álbuns
1 - Céu - Vagarosa 2 - Cidadão Instigado - Uhuuu! 3 - Erasmo Carlos - Rock 'n' Roll 5 - Móveis Coloniais de Acaju - C_mpl_te 6 - Black Drawing Chalks - Life is a Big Holiday for Us 7 - Mariana Aydar - Peixes Pássaros Pessoas 8 - Lucas Santtana - Sem Nostalgia 9 - Wado - Atlântico Negro 10 - Mallu Magalhães - Mallu Magalhães
Aí eu penso que pelas listas acima, de fato a coisa vai mal, muito mal.
São tempos bicudos, sem uma guitarrinha básica, uma bateria honesta, um baixo sequinho.
É mistura de sons, folk, bandas nacionais cantando em inglês (a coisa mais chata do mundo, mas assunto para outro post), é gente que faz música com triângulo e, pior, acha LEGAL isso (eu acho abominável).
Rock não mais existe.
Então estamos a mercê de triângulos e flautas, a situação mais perigosa do mundo.
São tantos panacas, jovens ou idosos, escrevendo mal e porcamente sobre tudo o que bem entendem, posando de star e sei lá mais o que, que eu também vou me dar o direito de ser babaca.
Escrevi durante quase sete anos no blog mais legal da net, chamado QUATRO ACORDES (sete numas, porque nos dois últimos anos, escrevi acho que dois posts).
Quem leu, leu, quem não leu ou não gostou, foda-se...
Mas, depois de tantos anos e necessidade de ganhar a vida, enjoei de uma forma brutal de blogs, de leitores, de canções, enfim, de uma porrada de coisas.
Porém, a vida gira, a Lusitana roda, e alguém precisa gritar por aí que a patética cultura pitchforkiana | twiteriana vai levar, de fato, o mundo ao seu final em 2012.
E se vai acabar mesmo, então temos apenas mais dois anos pela frente. E que eles sejam brilhantes e cheios de ironia, beleza, paz, amor, enfim, coisas boas.
Então, minha proposta é esta.
Vou escrever a partir de hoje até o último dia de 2012, tempo em que, de acordo com os sábios, tudo virará pó.